domingo, 12 de outubro de 2008

Síndrome de Ehlers-Danlos




A síndrome de Ehlers-Danlos ou Cutis elastica é uma doença genética, do tipo autossómico. A sua incidência global é de 1 para 5000 nados-vivos. Os tipos 1 e 2 desta doença são os mais frequentes na população.
O índice é de 1:400.000 nascidos vivos. É diagnosticado normalmente no início da vida adulta. A herança pode ser autossÕmica dominante ou recessiva, ligada ao x. As características de cada paciente vão depender do tipo e da penetrância. A gravidade e expectativa de vida também dependem disso.


Sinais clínicos para o diagnóstico:
*Sinal de Meténier (eversão das pálpebras superiores).
*Sinal de Gorlin (tocar no nariz com a língua).
*Hipermobilidade articular (dobrar o punho e polegar até ao antebraço).
*Laxidão articular
*Hipotonia muscular
*Predisposição para equimoses
*Presença de cicatrizes (devido à fragilidade cutânea). Podem ser atróficas.
*Hipermobilidade articular


Síndrome de Marfan


Síndrome de Marfan, também conhecida como Aracnodactilia, é uma desordem do tecido conjuntivo caracterizando-se por membros anormalmente longos. Seu nome deve-se a Antoine Marfan, um pediatra francês que a descreveu pela primeira vez, em 1896.
Esta é uma doença genética associada a deficiências do tecido conjuntivo,que desempenha uma função de suporte nos diversos órgãos do corpo.
Os indivíduos com esta doença apresentam frequentemente anomalias a nível esquelético, ocular e cardiovascular, entre outras. Muitos destes apresentam alterações das válvulas cardíacas e dilatação da aorta. As complicações cardiovasculares mais importantes em termos de risco de vida são os aneurismas da aorta e as dissecções da aorta.


CARACTERÌSTICAS PRINCIPAIS :


As principais manifestações clínicas da doença concentram-se em três sistemas principais:
o esquelético, caracterizado por estatura elevada, escoliose, braços e mãos alongadas e deformidade torácica;
o cardíaco, caracterizado por prolapso de válvula mitral e dilatação da Aorta;
e o ocular, caracterizado por miopia e luxação do cristalino.


INCIDENCIA

A incidência deste síndrome é de 1 em 10000 nados-vivos. Trata-se de uma doença de hereditariedade autossómica dominante, no entanto 15% dos casos resultam de mutações . A causa são as mutações do gene responsável pela síntese de fibrilina-1, que se encontra localizado no cromossoma 15. A grande dimensão deste gene e a multiplicidade das mutações possíveis não permitem actualmente o diagnóstico molecular de rotina.

Sindrome de Asperger

Quatro em cada mil crianças portuguesas têm síndrome de Asperger, uma perturbação que causa diversos problemas e que necessita de acompanhamento ao longo da vida.
A síndrome de Asperger (SA) é uma forma de autismo, uma condição que afecta o modo como comunica e se relaciona com os outros e está presente em cerca de 30 mil crianças portuguesas.Podem ser excelentes na memorização de factos e números, mas têm normalmente dificuldade ao nível do pensamento abstracto.
Esta disfunção neurocomportamental com base genética precisa de um acompanhamento na escola e na família e de uma abertura na sociedade para que estas crianças possam ter um projecto de vida.
Não existe uma cura para esta doença e tudo o que podemos fazer prol destas crianças é tentar ao máximo que elas tenham uma vida normal, dentro da diferença. No entanto, uma educação adequada e apoio correcto ao longo do processo de desenvolvimento da criança, do jovem e do adulto, podem tornar a vida muito mais harmoniosa e menos difícil.
Com tempo e paciência, as pessoas com SA podem ser ensinadas a desenvolver as competências básicas para a vida do dia-a-dia, inclusive a forma mais adequada de comunicar com as outras pessoas e de reagir em determinadas situações.Muitos adultos, sofrem deste síndrome de origem génetica, mas desconhecem-no acabando por descobrir mais tarde quando o problema é detectado na sua descendência.
Ao contrário dos autistas comuns, que normalmente estão ausentes e desinteressados do mundo que os rodeia, muitos dos portadores do sindrome de Asperger, querem ser sociáveis e gostam do contacto humano, mas têm dificuldades em faze-lo. Normalmente os seus interesses envolvem a memorização ou ordenação de factos sobre um assunto específico.
Com um pouco de orientação, estes interesses podem ser desenvolvidos de modo a que o aspie venha a estudar ou trabalhar na área do seu interesse específico.

Sindrome De Aicardi


A síndrome de Aicardi é uma doença genética rara e congénita caracterizada pela ausência parcial ou total do corpus callosum (estrutura que faz a ligação entre os dois hemisférios do cérebro). Poderá estar associada a microcefalia e a alargamento dos ventrículos cerebrais.
Esta doença afecta unicamente indivíduos do sexo feminino: resulta de uma anormalidade localizada no cromossoma X. Porém, indivíduos do sexo masculino com a
síndrome de Klinefelter, por terem um cromossoma X a mais, poderão sofrer dela.
Aparece geralmente entre os três e cinco meses de vida.
Os sintomas incluem
espasmos (epilepsia severa), retardamento mental e lesões específicas na retina.
Foi identificada pela primeira vez pelo
neurologista francês Jean Aicardi, em 1965
Não exclui a capacidade de locomoção e a capacidade de linguagem está raramente presente, embora não exclua a capacidade de outras formas de comunicação.
Existem somente 500 casos relatados mundialmente.

Causas
Ainda se desconhece a causa específica da síndrome de Aicardi. Causas suspeitas incluem um defeito genético no cromossoma X, referido anteriormente; uma infecção que o feto desenvolve antes do nascimento, ou um agente ambiental encontrado no útero. Essa síndrome aparece somente nos bebés do sexo feminino, pois os bebés do sexo masculino, afectados, morrem antes do nascimento.

AlBinisMo

O albinismo é uma alteração genética que ocorre nos seres vivos, afectando-lhes a pigmentação. Pode, então, ocorrer, conforme o reino:

Na Zoologia:
Anomalia congénita, caracterizada pela ausência total ou parcial do pigmento da pele, dos pêlos e dos olhos.

Na Botânica:
Anomalia congénita das plantas, consistente na diminuição ou ausência total do caroteno, substância que dá cor à clorofila. O albinismo parcial produz manchas alvas em fundo verde, e corresponde à chamada variegação. O vegetal torna-se ornamental graças à beleza que adquire.

Hemofilia


Hemofilia é uma doença hemorrágica hereditária e que acontece maioritariamente em indivíduos do sexo masculino. A doença ocorre devido a mutações no gene de factor 8 ou 9 da coagulação sanguínea e que se encontram no cromossoma X.
Normalmente, quando ocorre a hemorragia, o organismo inicia uma resposta em duas etapas para interromper o episódio. Na primeira etapa as plaquetas tornam-se viscosas e acumulam-se no local do ferimento formando uma rede de plaquetas. Depois, a coagulação do sangue rapidamente repõe a rede de plaquetas instáveis com um coágulo de fibrina quimicamente estável. Isso acontece por uma série de reacções enzimáticas no sangue envolvendo substâncias chamadas factores de coagulação.
Quando há uma deficiência ou ausência dos factores 8 ou 9, ocorre uma interrupção no processo de coagulação resultando em uma hemorragia descontrolada que é chamada então de Hemofilia.


Quais os tipos de Hemofilia?

A deficiência no factor 8 é conhecida como Hemofilia A ou clássica a do factor 9 é chamada de Hemofilia B ou vulgarmente conhecida como doença de Christmas e por fim a deficiência ou ausência do factor PTA e chamada de Hemofilia C.
Aproximadamente um em 5.000 homens possui a Hemofilia A e um em 30.000 possui a Hemofilia do tipo B.
As manifestações clínicas da Hemofilia A e B são praticamente idênticas e ambas se caracteriza por sangramentos prolongados e repetidos, atingido principalmente as articulações e os músculos. As hemofilias A e B agem como caracteres recessivos ligados ao sexo. Usa-se H para representar o gene para a normalidade, e o h para representar o gene recessivo que determina os casos de hemofilia.

Quando a Hemofilia não é adequadamente tratada causa dor, limitação funcional, artropatia progressiva e atrofia muscular.


O sangue

O sangue é composto por diferentes elementos. Cada elemento desempenha uma função especial. Alguns componentes importantes do sangue ajudam a controlar as hemorragias, a esses chamam-se factores de coagulação.
Quando um dos vasos sanguíneos sofre uma ruptura, forma-se uma pequena abertura e o sangue começa a fluir. Este derrame sanguíneo pode acontecer fora da pele (hematoma) ou para dentro, onde não pode ser observado (articulações e músculos).
Para que uma coagulação aconteça normalmente, é necessário que todos os factores, numerados convencionalmente de 1 a 12, trabalhem na sequência dos seus próprios números. Cada um tem a sua importância e todos eles trabalham conjuntamente em equipa para que a coagulação possa ser levada a cabo. Mas se um dos membros não trabalha como os outros, o resto da equipa não pode fazer o trabalho completo para formar o coágulo e terminar a hemorragia.
As pessoas com hemofilia que não têm actividade (0%) de um dos factores 8 ou 9 sangram espontaneamente.
As pessoas com hemofilia com 1 a 5% de actividade dos factores 8 ou 9, estão afectados mais moderadamente e as hemorragias são usualmente causadas por lesões. Com 5% ou mais de actividade, da hemofilia é considerada leve e muitas vezes só é diagnosticada tardiamente quando ocorre algum acidente grave ou intervenção cirúrgica.
Esta relação entre o nível de actividade e o grau de lesão necessário para provocar hemorragias é útil para determinar o tratamento a aplicar à pessoa com hemofilia, se bem que esta relação, na prática, nem sempre seja assim tão exacta.


Forma como se transmite

A Hemofilia é uma doença hereditária e herda-se, como se herda a cor da pele, dos olhos, o som da voz, o tipo de sangue etc. Tudo isto se herda dos nossos pais, e as pessoas com hemofilia herdam também dos seus pais o sangue ao qual falta o factor 8 ou 9. Na generalidade, são principalmente os rapazes que herdam este tipo de sangue. Quando a hemofilia aparece numa família, e em 30% são casos esporádicos, pode continuar a ser transmitida de pais para filhos.
Claro que nascer com hemofilia não é o mesmo que ter varicela! Quando se tem varicela devemo-nos afastar das outras pessoas para não as contagiar, mas não é assim com a hemofilia. Nasce-se com ela, mas não se contagia ninguém, nem na escola, nem em casa, nem em família!


Sinais e sintomas da Hemofilia:

A mais séria hemorragia associada à hemofilia tende a ser interna porque, pode ser invisível e difícil de antecipar. Assim, a hemorragia na hemofilia pode ocorrer quase em qualquer lugar do corpo e pode danificar articulações, ossos, nervos e outros tecidos.
Os sintomas incluem hemorragias repetidas nas articulações como joelhos e cotovelos. Algumas vezes, quando a hemorragia ocorre em músculos profundos ou outros tecidos moles, pode ser percebida como um músculo distendido. Quando o sangramento ocorre no antebraço ou virilha pode causar pressão sobre os nervos, resultando em dormência, dor ou incapacidade de movimento do membro. A hemorragia pode também ocorrer na boca, face, pescoço ou garganta. Hemorragia dentro da cabeça, se causada por um ferimento ou sem razão aparente (hemorragia espontânea), pode não mostrar sintomas por vários dias. Todos os ferimentos na cabeça são sérios e requerem atenção médica imediata.


Como é tratada a Hemofilia?


Como a hemofilia é resultado da deficiência ou ausência de certos factores de coagulação, o tratamento envolve a terapia de reposição do factor ausente por administração intravenosa. Na maioria dos pacientes, este procedimento funciona, a não ser que eles desenvolvam anticorpos aos factores de coagulação.


Acondroplasia



A acondroplasia é a forma mais comum de nanismo rizomélico, ocorrendo em 1 em cada 15.000 recém-nascidos. Mais de 97% dos pacientes com acondroplasia apresentam a mesma mutação, uma transição G à A no nucleotídeo 1138 do DNA, levando à substituição de uma glicínia por arginina no domínio transmembranar do receptor do factor de crescimento fibroblástico 3 (FGFR3 ). A segunda mutação, vista em aproximadamente 2,5% dos casos, é uma transversão G à C na mesma posição 1138 levando à mesma substituição de aminoácidos. Assim, trata-se de uma doença com baixíssimo índice de heterogeneidade genética e, consequentemente, fácil diagnóstico molecular.
No GENE - Núcleo de Genética Médica, é desenvolvido um teste baseado em amplificação alelo-específica por PCR que permite o diagnóstico da acondroplasia em questão de horas, se necessário. Quando o resultado deste teste é normal e há rizomelia, deve ser feito o teste molecular para a hipocondroplasia, que é causada pela mutação 1620C à também no gene FGFR3.